segunda-feira, 23 de junho de 2014

Campanha a favor do não-fazer

Vidas ocupadas, pouco tempo. E todo mundo só pensa no que precisa fazer, no que tem que ser feito. E em meio às várias obrigações do cotidiano reservamos pouco espaço ao não-fazer. Na verdade, o não-fazer é sempre alvo de crítica dentro de uma sociedade onde "tempo é dinheiro": ficar sem fazer nada é sinônimo de vagabundagem ou irresponsabilidade. É não dar valor ao tempo, é não se importar com tudo o que poderia estar sendo feito naquele momento. O não-fazer é sempre encarado como uma perda.
E nos sentimos culpados quando optamos pelo não-fazer. Se o dia passa e "não fizemos nada" foi um dia jogado fora. Não podemos nos dar o luxo de jogar preciosos dias de vida fora. O não-fazer, sempre tranquilo e carregado de arrependimento, é substituído pelo fazer, urgente, apressado e imediato.

Mas, não se enganem! O não-fazer pode ser nosso amigo!!!

No Código Penal, por exemplo, o não-fazer é o comportamento desejado na maioria das situações. O art.121, por exemplo, fala sobre "matar alguém". Notem que a ação de matar é o fato punível. Se o indivíduo não fizer nada, não será punido.  Estatisticamente, temos mais fazeres do que não-fazeres sendo punidos.
Então, em defesa do não-fazer, decidi que as minhas tarefas acumuladas não serão ações, mas algo que vou deixar de fazer. E nem por isso será fácil. Porque, às vezes, o comportamento que mais desejamos é a ação e não sua ausência.

TAREFA DE MAIO:
A tarefa relativa ao mês de MAIO tem a ver com minha conta bancária. As férias se aproximam e é hora de economizar para não faltar depois. Então, decidi que durante este mês eu NÃO POSSO USAR O CARTÃO DE CRÉDITO.*
Já que com a Copa do Mundo acontecendo não me sobra muito tempo para viver (é só trabalho, trabalho e trabalho), talvez essa não seja uma tarefa tão complicada assim.

*o gasto só é permitido em caso de algo que eu precise comprar para outra pessoa, como um presente. Afinal, não posso prejudicar os amiguinhos aniversariantes. Para mim, NADA.











TAREFA DE JUNHO
E  a campanha "o não-fazer é nosso amigo" continua com a tarefa de junho. A tarefa que vai representar esse mês de festas, Copa do Mundo e MUITO trabalho é NÃO BEBER REFRIGERANTE. E é assim mesmo, sem asterisco. Não posso beber refrigerante algum em hipótese alguma. Vai ter aniversário? Bebe mate. Vai almoçar fora? Bebe suco. Vai sair à noite? Compra água. Não importa o que vai substituí-lo. O importante é tirar o refrigerante da minha vida.
E essa é uma tarefa que eu planejo seriamente levar para além deste mês. Já estou há uma semana sem beber Guaraná (e refrigerantes em geral, mas esse é o que eu mais bebo normalmente) e não estou morrendo por isso. Então, por que continuar me enchendo de uma coisa que só faz mal e não está fazendo tanta falta?
Quantidade de açúcar em uma lata de refrigerante
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE!!!! COMECEI A SEGUIR ESSES DESAFIOS NO DIA 15 DE JUNHO!!! A POSTAGEM SÓ VEIO AGORA POR CAUSA DESSA COISA DE COPA DO MUNDO, SABE COMO É...

domingo, 8 de junho de 2014

Abraçando o mundo

O tempo é um senhor brincalhão. Do alto de sua sabedoria, ele ri dos pobres mortais atrapalhados, que tentam ser maiores do que ele. Ele sabe que não adianta. Tentamos correr mais rápido, falar mais rápido, mas no final sempre nos faltam horas. Fazemos duas coisas ao mesmo tempo, ou três, ou quatro, e no fim, ainda há muito o que fazer. Mas a gente não desiste. Sempre acha que um dia vai dar tempo de fazer tudo o que queremos.
E esse senhor pega sua pipoca e se diverte assistindo à nossa luta para vencê-lo. Ele sabe que pode nos dar uma vantagem, deixar que larguemos na frente e, ainda assim, sempre seremos ultrapassados por ele. Mas ELE é o tempo, todo-poderoso, e NÓS somos apenas seres humanos ansiosos, com ganas de abraçar o mundo de uma vez.
E acabamos por ser mais implacáveis do que o próprio tempo: exigimos demais de nós mesmos, sempre impondo metas irreais e nos encharcando de culpa quando não alcançamos nossos objetivos. E nossa crença de que sempre podemos fazer mais acaba nos levando à arrogância de que somos senhores do nosso tempo. Grande engano.
Como diz a canção: "Eu sempre quero mais que hoje // Eu sempre quero mais que ontem // Eu sempre quero mais do que eu posso ter". Isso resume minha eterna insistência em abraçar o mundo.

Pois bem. Como não tenho um vira-tempo (quem não sabe do que se trata, por favor, pare de ler este blog e vá ler Harry Potter. Quando retornar, você será  uma pessoa melhor), não consegui organizar o tempo entre faculdade, provas, trabalho e tarefas do blog. Ou seja, o resultado foi um desastre!

MARÇO:
A tarefa era diminuir minha ignorância cinematográfica assistindo a 30 filmes-que-todo-mundo-já-viu-menos-eu. É claro que eu, nessa ânsia de abraçar o mundo, estipulei uma meta absurda e só cheguei à metade. Consegui assistir aos seguintes filmes:

1) Monty Python: o sentido da vida - Nonsense muito inteligente. Não é pra morrer de rir, mas para pensar e algumas vezes ensaiar um riso. Só não gostei das partes que apelam para a escatologia (o que é a cena do homem gordo comendo até explodir???).

2) Atividade Paranormal - Filme monótono o tempo todo. Eu estava me achando muito corajosa por assistir àquele filme de que todos diziam morrer de medo e pensava: "que filme bobo"! Mas a minha coragem foi embora com a cena final. Tive até pesadelo...





3) A identidade Bourne
4) Os Goonies
5) Se beber, não case
6) Psicose
7) Bonequinha de luxo
8) Cartas para Julieta
9) Um amor para recordar
10) De volta para o futuro I
11) De volta para o futuro II
12) De volta para o futuro III
Gostei dos três, mas preferi o primeiro.





13) A pele que habito
14) Nanny McPhee
15) Quem quer ser um milionário

O bom dos meus desafios é que eu crio o estímulo para fazer algo que por algum motivo não fazia antes, mas gostaria. Mesmo depois de ter encerrado o prazo da tarefa, já assisti a outros clássicos, como Planeta dos Macacos, e continuo investindo na lista. Bons frutos do projeto para a minha vida... :)

ABRIL
A tarefa de abril consistia em reencontrar cinco amigas(os) com os quais eu não falava há mais de um ano. Apesar de não ter conseguido bater a meta de cinco (até FALEI com cinco, mas não conseguimos combinar as agendas), reencontrei três amigas muito queridas. Foi ótimo ter resgatado as três de volta para o meu dia-a-dia.
Isso só me mostrou como, às vezes, a gente se afasta das pessoas e fica meio receosa de voltar a entrar em contato do nada, mas esse receio é bobeira. O ditado que diz que "verdadeiros amigos nunca se separam apenas seguem caminhos diferentes" é a mais pura verdade.
E fica aqui o convite para que outros "amigos desaparecidos" entrem em contato e voltem à minha vida.


Amiga: Bruna
Onde conheci: Lance!
Ano: 2006
Não nos falávamos desde de: 2007

Amiga: Renata
Onde conheci: CICM - 6ª série
Ano: 1998
Não nos falávamos desde: +ou- 2008










Amiga: Luciana
Onde conheci: Curso de teatro
Ano: 2000
Não nos falávamos desde: +ou- 2004













Amanhã postarei as novas tarefas! Mais coisas difíceis pela frente. Só espero ser um pouco mais realista dessa vez...

#ummesporvez

sábado, 26 de abril de 2014

Preenchendo lacunas

Quando ouço a palavra "lacuna' eu lembro de Al Ries e Jack Trout e suas ideias de posicionamento de marca. Lembro que diziam: "se não puder ser o primeiro em uma categoria, crie uma nova categoria e, então, seja o primeiro". Segundo eles, uma das vantagens de ser o primeiro no mercado é o fato de que "as pessoas têm uma tendência natural a permanecerem com o que já têm", ou seja, todos são avessos a mudanças.
Realmente, vez por outra caímos em nossa zona de conforto e ali permanecemos. Podemos estar insatisfeitos com um emprego, com uma relação ou com um produto e, mesmo assim, a incerteza do novo faz com que pensemos que "não está tão ruim assim". Mas será que isso basta? Não estar tão ruim assim não deveria ser suficiente. Nunca.

Foi por isso que eu criei esse blog: para mudar algumas coisas com as quais estava insatisfeita. Na verdade, ele é uma desculpa pra eu me mexer e escapar da zona de conforto em que me joguei em alguns aspectos da minha vida. E nem sempre mudanças envolvem atitudes drásticas; às vezes, os pequenos passos são os que nos levam mais longe - que o diga Neil Armstrong.

Mais uma vez, estou reunindo duas tarefas em um mês aqui no blog. São dois passos pequenos, mas que farão grande diferença na minha vida. Só que as lacunas que preciso preencher vêm lá do passado...

TAREFA DE MARÇO:
A tarefa de março leva em consideração uma lacuna inaceitável em minha vida: a da vivência cinematográfica. Aliás, se você tem problemas cardíacos e não pode sofrer fortes emoções ou sustos, PARE DE LER ESTE POST AGORA!

É SÉRIO! VOCÊ PODE NÃO ESTAR PREPARADO PARA ESTA CONFISSÃO!!!!

VOCÊ CONTINUA AÍ???? Bem, presumo que foi tomar o seu remédio para a pressão ou gosta de emoções fortes. Então, lá vai! É por sua conta e risco.

EU NUNCA ASSISTI A MUITOS FILMES-QUE-TODO-MUNDO-JÁ-VIU, como: "Meu primeiro amor" e "Dirty Dance";

Se beber não case (I, II e III) e Star Wars (assisti à parte de um deles e...bom...eu...dormi);

Armagedon, Independence day, Rambo e Top Gun;
Jumanji, Jurassic Park e os filmes do Indiana Jones;
Os goonies, Duro de Matar (devo ter visto algum da franquia, mas não lembro) e De volta para o futuro;

e para piorar a minha falta de conhecimento, nunca vi "Curtindo a vida adoidado" ou "Débi e Lóide".

Eu sei. A lista de filmes-que-todo-mundo-viu-menos-eu é muito grande. Mas esse mês vou me redimir. A tarefa é assistir a, pelo menos, 30 filmes que a maioria das pessoas já viu. Não são necessariamente filmes clássicos, como Psicose e Cantando na chuva (aos quais eu também nunca assisti), mas filmes que por algum motivo seja "estranho" que eu nunca tenha assistido.
Claro que esse é um conceito subjetivo, por isso peço ajuda de vocês para me darem dicas de filmes a que devo assistir. Esses que citei acima já estão na lista.

Aliás, eu aproveitei a folga da Páscoa para começar a tarefa - mesmo não tendo postado aqui. Já assisti aos filmes

  • Monty Python - o sentido da vida
  • Atividade Paranormal
  • Identidade Bourne
Assim sendo, as tarefas deste mês terão fim no dia 18 de maio.

IMPORTANTE: Não vou assistir a filmes de cujo gênero eu não gosto, como "O exorcista". Não adianta. Pode ser o mais clássico do mundo. Não gosto desse tipo de filme. Não vou arriscar minhas noites de sono tranquilo por isso.

A tarefa e as regras são essas. Ajudem! Vamos acabar com essa deficiência cinematográfica! É hora de aumentar minha cultura geral (e comer muita pipoca)!!!


TAREFA DE ABRIL:
A lacuna que eu quero preencher com essa tarefa é uma lacuna triste, porém cada vez mais presente na minha vida. O tempo passa, a gente cresce e com isso ganha muitas obrigações e responsabilidades; são compromissos e mais compromissos. Temos que dividir nossas 24 horas entre tantas coisas que, geralmente, as que são mais importantes ou ficam com pouco tempo reservado ou sem tempo algum. E, assim, vamos construindo ausências.

Quantas pessoas um dia nós chamamos de amigas e hoje não passam de meras conhecidas? Com quantas pessoas já compartilhamos momentos felizes e hoje não sabemos nem o que fazem da vida? O afastamento acaba criando uma barreira. Surge um certo desconforto de procurar essas pessoas. Afinal, depois de tanto tempo longe, é meio estranho puxar assunto do nada. Essas pessoas já não são mais quem eram. Nem sabemos quem são hoje, só temos aquela imagem que guardamos do passado. É como um estranho que, no fundo, não é tão estranho assim.

Recentemente, duas pessoas muitas queridas reapareceram na minha vida porque eu as convidei para retornarem. Portanto, A TAREFA DE ABRIL é dar o primeiro passo; é procurar pelo menos CINCO AMIGOS QUE NÃO VEJO HÁ MAIS DE UM ANO e trazê-los de volta para o meu dia a dia. Não dizem que verdadeiros amigos podem ficar muito tempo sem se falarem e quando se reencontram é como se o tempo não tivesse passado para eles? Pois o desafio está feito. Virei "caçadora de mitos". Vamos checar se isso é verdade e resgatar alguns amigos por aí.


#ummesporvez



sábado, 19 de abril de 2014

Teses sobre a bagunça

  1. Bagunça é um conceito subjetivo. Pilhas de livros e papéis sobre a mesa, a cama, o sofá e as estantes podem significar desarrumação para você e um sofisticado sistema de catalogação para mim.
  2.  A bagunça pode ser um eficaz sistema de localização. Você vê bagunça, eu vejo um mapa que indica que a folha de caderno com a matéria do dia anterior está embaixo do monte de papéis sem utilidade, a carteira de identidade está na bolsa vermelha pendurada na maçaneta e o fone de ouvido está na mesa ao lado do sofá, perto do copo com um restinho de Guaraná.
  3. No fundo, a bagunça é uma organização, só que criptografada.
  4. Bagunça é a reafirmação da essência racional do ser humano.  Acredite, o par de chinelos está no meio da sala de jantar por uma razão lógica.
  5. O verbo bagunçar significa "arrumar a bagunça do outro".
  6. Aceitar a bagunça alheia é um sinal de humildade. Afinal, não é por que você não entende que não está certo.
  7. Organizar a bagunça dos outros é como tentar tirar uma colmeia de cima de um telhado. A intenção pode ser boa, mas vai dar merda.
  8. Um dia alguém resolveu organizar a bagunça do mundo; assim nasceu a burocracia.
  9. O filósofo grego Sócrates dizia "Só sei que nada sei.'. Dizem que ele escreveu isso depois que a criada "arrumou" seu escritório.
  10. Da última vez que alguém resolveu arrumar a bagunça alheia, aconteceu isso:         

 
11.  A bagunça se reproduz por brotamento. Tente arrumar e você vai ver que onde existia uma estante bagunçada, agora existem duas.

12. A bagunça transcende o conceito de tempo. Afinal, se eu tivesse tempo, teria guardado a roupa no armário e não deixado tudo em cima da cadeira.
13. Toda bagunça é um Guernica, só que em 3D.
14. Bagunça é um sinal de autoconfiança. Se eu entro no meu quarto e sei onde estão minhas chaves, nada é impossível para mim.
15. Tenha medo das pessoas muito organizadas. Se elas têm espaço, é porque se livram das coisas facilmente. Você pode ser o próximo.

A bagunça secular que tomou conta de certos lugares da minha casa foi o inimigo da vez aqui no blog. E pra mim, missão dada é missão cumprida. Como não sou boba, comecei pela parte mais fácil: o sofá. Ele não parecia tão assustador.

O problema é que a pessoa começa a arrumar uma coisa, aí olha pra outra, resolve arrumar também e quando eu vi, meu quarto estava assim:
Respirei fundo e pensei: Não vou terminar tudo em um mês! Comecei pelo mais fácil e deixei o quarto pior do que estava! Consegui bagunçar ainda mais o sofá! Sério, fazer arrumação não é pra qualquer um.

O bom de se fazer arrumação é que a gente encontra (ou reencontra) cada coisa! Se eu soubesse tanta matemática quanto a quantidade de coleções de livros que achei, eu seria mais famosa que Einstein! Era livro que não acabava mais! Hoje eu vejo minha pouca intimidade com os números e penso: "Pra que tudo aquilo, meu Deus"!
E entre paradas para ler algumas páginas do caderno de regras do não-concretizado fã-clube das Chiquititas, do meu diário d equando eu tinha NOVE anos, ou alguma revistinha da turma da Mônica, eu consegui terminar!
Eu nem lembrava que o sofá era assim!
Sentada no meu novo (!!!!) sofá, fiquei pensando no meu próximo passo. Resolvi partir para a arrumação das fotos no computador. Demorou muito mais que eu imaginava, mas ficou tudo organizado e as fotos que quero imprimir estão devidamente escolhidas.




Agora, era hora de voltar ao trabalho braçal. Precisava encarar a estante dos artigos esquecidos.
Entre bloquinhos completamente utilizados do LANCE!, convites de formatura, textos da minha primeira graduação e um álbum completo dos Cavaleiros do Zodíaco (o primeiro que completei na vida!), as gavetas quase inexploradas guardavam muitas coisas. E acabaram transformando a minha cama nisso:
É assim que se faz: tira-se das gavetas e joga-se na cama. Gavetas arrumadas!
Tive que me apressar na arrumação dessa vez, pois não teria onde dormir, caso demorasse. Só que quando a família é acumuladora compulsiva, basta surgir um espaço e ele não tarda a ser ocupado.
A primeira gaveta ficou vazia e já foi ocupada pelos fichários da minha irmã. A segunda e terceira ainda têm espaço livre, mas em breve ganharão novos ocupantes, com certeza.

Aproveitei que já tinha evoluído para o "level quarto" e resolvi partir para a arrumação do guarda-roupa.
Essa foi a parte mais sofrida. Sempre acho que aquela blusa que não cabe mais vai voltar a caber quando eu emagrecer os famigerados cinco quilos. Ou aquela calça que não fecha vai ficar ótima assim que eu começar a malhar.
Mas eu nunca entro na academia, os cinco quilos não me abandonam e as roupas ficam esperando eternamente na gaveta do armário, só ocupando espaço. Isso sem contar nas bolsas... tantas bolsas!
Eu me apego às coisas, fazer o que? Algumas roupas têm uma história, guardam alguma lembrança. Às vezes, me livrar delas é como me livrar das recordações também e não quero fazer isso. Desapegar só é fácil na cabeça dos donos na OLX.
E enquanto tento abrir mão de algumas coisas, vou fazendo mais bagunça...
Passou um furacão no meu guarda-roupa e jogou tudo na cama!
Outra grande dificuldade de me desfazer das coisas atende pelo nome de "mãe". Eu separo um monte de roupas pra doar, ela abre a sacola e diz: "ah, mas essa blusa? Está ruim? O que ela tem?"
Não tem nada, mãe!!! Só não a quero mais!!! Como é difícil pra ela aceitar isso!
Aí, ela pega umas blusas pra ela, outras coisas separa pra minha irmã e umas poucas vão para doação. E as roupas só se mudam de um guarda-roupa pro outro.
Como deu pra ver, essa minha dificuldade é coisa de família.
Onde quer que estejam essas roupas, o importante é que não estão mais no meu armário e agora eu tenho espaço!!! Consegui até guardar umas caixas lá dentro! É tanto espaço que fico até sem saber o que fazer!

Depois disso, parti rumo ao desconhecido. Com um pano de limpeza na mão e uma ideia na cabeça, abri o armário de livros da garagem e me preparei para a batalha final contra a bagunça. Parecia que eu tinha aberto a caixa de Pandora. Não imaginava o que poderia sair dali. Não tinha ideia do que me esperava.
Quem sabe o mal que se escondia nesse armário? Acredite, nem o Sombra sabia.
Admito que minha imagem mental era diferente da imagem real que meus olhos encararam ao abrir as portas. Eu tinha visto esse caos quando tirei a foto acima, mas algumas coisas nossa imperfeita memória humana esquece para nos proteger. Tinha esquecido o tamanho do monstro que estava prestes a enfrentar.

Comecei tirando a caixa do aspirador da minha frente - isso foi fácil.
Depois, passei para os livros antigos do Children's course do CCAA e as agendas antigas.
Pouco a pouco, o armário começava a ganhar forma de armário.
E sem perceber eu caí na fenda temporal outrora ocultada por ele.
Li textos que escrevi aos sete anos. Na ficha com informações sobre mim tinha respondido que minha comida favorita era batata frita. E que eu não gostava quando meus pais ficavam doentes. (owwwnnn)
Encontrei minha coleção de adesivos e a super maleta com tudo: lápis de cor, giz de cera, guache, canetinhas... Sempre quis essa maleta. Ganhei uma. E eu nunca tive coragem de usar... :(
Os adesivos, a ficha sobre mim (aos 7 anos), a maletinha e um livro da 4ª série
 Encontrei também uma incrível propaganda que escrevi em um exercício de português quando tinha uns dez anos. Acho que meu destino já estava traçado para a Comunicação Social e eu nem sabia disso.

Nizan Guanaes não sabe o talento que está perdendo
Finalmente, encarei o Dr. Robotnik da bagunça e... venci!
O melhor dessa tarefa não foi ganhar espaço para ser ocupado com outras coisas. Muito menos aprender a guardar menos coisas - como disse, isso é genético, it is not my fault. A coisa mais legal foi exatamente essa volta no tempo, foi lembrar de coisas que eu perdi pelo caminho, ideias que a correria da vida me fez deixar pra trás.
Foi bom recordar os sonhos que eu tinha e pensar no que fez com que eu desistisse de alguns. E refletir se não vale a pena voltar a lutar por outros. No fundo, eu percebi que a maior bagunça contra a qual todos temos que lutar constantemente é a que fazemos na nossa vida; é a bagunça que nos faz esquecer nossos verdadeiros sonhos.
Um pensamento filosófico, profundo demais ou brega. Quem diria que uma faxina poderia terminar assim.

STATUS: MISSÃO DE FEVEREIRO CUMPRIDA (E COMPRIDA TAMBÉM)!

#ummesporvez





















sexta-feira, 18 de abril de 2014

E da luta só vi a Pesagem

A tarefa do mês de Janeiro era a mais assustadora de todas: frequentar lugares indicados por amigos e acompanhada pelos devidos indicadores.
Para mim, isso era muito difícil porque envolvia entrar em lugares cheios e socializar com muitas pessoas diferentes. Apesar de eu ter feito Comunicação Social, isso é comunicação demais para mim.
Acho que se um ambiente tem muitos estímulos - pessoas, luzes, música alta, movimentação -, eu começo a ficar angustiada. Meu cérebro deve processar isso tudo como uma possível Terceira Guerra Mundial e ordena que eu fuja o mais depressa possível. Acho que essa seria a explicação biológica para a incrível vontade que eu sinto de me esconder num local calmo e seguro e esperar que todos vão embora.

O desafio foi sugestão da Andressa, mas nem ela sugeriu um lugar para irmos. Acho que ficou pensando no lugar que poderia ser menos traumático pra mim e não lhe ocorreu nenhuma ideia.

Então, acabei indo apenas a um restaurante onde acontece um baile de forró às segundas-feiras. Foi bem divertido. Fiquei espantada como todos estavam ali realmente para dançar e não para ficar tentando pegar alguém. acho que as "boas intenções" dos frequentadores tornaram a noite mais divertida do que eu imaginava que seria.

O que eu fiz não sei se posso chamar tecnicamente de dança, mas pelo menos foi divertido - pra mim!
Eu só tinha pena de quem dançava comigo. E o parceiro quase nunca se repetia, porque uma vez que alguém entrava em contato com minha profunda habilidade pra dançar forró, não me chamava pra dançar de novo. Por que será?

De qualquer forma, decidi que voltarei com essa mesma tarefa mais a frente. Vamos ver se na próxima vez, as pessoas se animam em me ajudar. Porque desta vez, da minha LUTA contra a aversão a uma vida social agitada eu só vi a PESAGEM...

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dois em um

Como o título deste post diz, excepcionalmente, terei dois desafios em um mês. Demorei muito tempo para me organizar, escolher e montar as fotos do desafio de dezembro. Assim, janeiro passou e eu nem vi! Depois, as aulas na faculdade começaram e a vida voltou à correria costumeira. Conclusão: já estamos no meio de fevereiro e nada de desafio!
Mas agora a moleza acabou. As férias que eu mesma me concedi chegaram ao fim e vou pagar o preço por ter ficado um mês e meio sem me comprometer com este blog.

Vamos ao que interessa: as tarefas e suas motivações.

JANEIRO
Já comentei sobre a minha "old soul", minha velhice crônica. Eu simplesmente não gosto dos passeios que a maioria das pessoas da minha idade gosta. "Sair pra night" é uma expressão que nunca fez parte do meu vocabulário. Nada de boates, roda de samba, baile funk, de salsa, tango, bolero ou qualquer ritmo musical; nada de festinhas alternativas e temáticas; nada de Baixo Qualquer-bairro. Até pra ir a um show é difícil me tirar de casa.
Em resumo, a maior parte das atividades que exigem interação social com desconhecidos em locais apinhados de gente me exigem um enorme esforço. Então, tento evitá-las.
Dito isso, o desafio de Janeiro segue a sugestão da minha amiga Andressa: ACEITAR IR COM MEUS AMIGOS A LUGARES/EVENTOS DIFERENTES DOS QUE COSTUMO FREQUENTAR.
Regras:
1- O desafio tem duração de 1 mês, a contar de hoje;
2- Terei que ir a, no mínimo, CINCO lugares escolhidos por amigos - quem escolher e me convidar vai ter que ir também;
3 - Posso me recusar a ir a algum lugar que contrarie algum princípio meu;
4- Se ninguém me chamar para ir a lugar algum, posso considerar a tarefa concluída;
5 - Se me chamarem, só posso me negar em caso de outro compromisso no mesmo dia/horário ou nos termos no item 3. 

Para muitas pessoas, essa pode ser a tarefa mais fácil do mundo. Afinal, quem não gosta de sair, dançar, conhecer gente nova, ampliar o círculo de amizades? Pode parecer estranho, mas EU não gosto. E é por isso que essa tarefa vai ser quase impossível pra mim, mas vou me esforçar para cumpri-la. Claro que vou precisar da ajuda dos amigos, por isso, espero que sejam bem gentis e tenham um pouco de compaixão...

FEVEREIRO
Além da tarefa de janeiro, que está mais atrasada que relógio quebrado, terei a tarefa de fevereiro. Essa é um pouco mais light, porque não daria para combinar duas tarefas hardcore de uma vez.
A missão de fevereiro toca em outro problema da minha vida: a organização pessoal. Se no ambiente de trabalho eu sou organizada, na vida pessoal sou o oposto - haja vista a demora para me organizar e publicar essas duas tarefas.
Assim, a missão deste mês será ARRUMAR OS SEGUINTES PONTOS CRÍTICOS DE BAGUNÇA NA MINHA CASA:

1 - O sofá do meu quarto (nível fácil):
:
Esse sofá já perdeu seu propósito original de vida há muito tempo. Ele serve de estante de livros, armário de biscoitos, cabide de bolsas, guarda-roupa... atualmente ele é tudo, menos um sofá.

2 - As gavetas da minha cômoda (nível médio):
 Sabe aquelas gavetas que a gente tem em casa em que vamos juntando papéis e mais papéis e depois de um tempo nem sabemos direito o que tem lá dentro, mas tem tanta coisa, tanta coisa que dá preguiça de arrumar e separar o que deve ser guardado e o que deve ser jogado fora? Então, essas são as gavetas dessa cômoda.

3 - As pastas de fotos do notebook (nível difícil):

Esse não tem foto pra mostrar, até porque são pastas dentro de pastas e por aí vai. São muitas fotos com cópias em diversas pastas diferentes. Dentro desse desafio, vou organizar as fotos das minhas últimas viagens pra selecionar as que vou mandar imprimir. No final do desafio posto uma foto dos álbuns. Será a prova de que concluí a tarefa - se eu conclui-la.

4 - Meu armário (nível insano):
Isso vai ser difícil, bem difícil. Olha o estado em que está o pobrezinho! A maior dificuldade, na verdade, não está em arrumar o guarda-roupa, mas em me livrar de muita coisa que está ali dentro e que não utilizo mais. Vou ter que começar a adotar o mantra "desapega, desapega", mas acho que nem OLX poderá me ajudar...

5 - O temível armário do material de estudos na garagem (nível "cansei de ser Priscila, agora sou o Chuck Norris"):
São mais de 20 anos de estudos. De duas pessoas. De escola, curso de inglês, espanhol, pré-vestibular. Aí dentro existem livros, cadernos, folhas de fichário, apostilas, agendas. Talvez tenha um gremlin, talvez more um elfo. Talvez esse armário leve pra Nárnia. Não sei. Só sei que dá medo.

Bom, esses são os alvos do meu combate contra a bagunça e o apego excessivo.
Não sei ainda como conseguirei me desfazer de roupas, bolsas, cadernos antigos, livros da quinta série, agenda de 98... essas coisas extremamente importantes de que "de repente a gente pode precisar um dia".


No fim da tarefa, vou postar as fotos do "antes e depois" para comprovar o meu sucesso (será???) e comemorar o fim da minha bagunça! Quem se interessar, vou doar algumas coisas para instituições ou particulares. Quem estiver interessado, ou conhecer uma instituição que aceite doação de roupas, bolsas, calçados ou livros, entre em contato!

#ummesporvez

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ponto de Vista

Em 1905, Albert Einstein apresentou ao mundo a teoria da relatividade. Aquelas ideias de espaço-tempo, de "o tempo que passa para uns passa de forma diferente para outros" e todo esse blá-blá-blá (Por Deus! Você está chamando a Teoria da Relatividade de blá-blá-blá???) foram muito convenientes. Afinal, quer facilidade maior do que apelar para o argumento último de que "tudo é relativo"? Esse é o ponto final de qualquer discussão da qual se queira sair. Ficou sem argumentos? Apela para o "tudo é relativo". Vai dar certo. Afinal, tudo é REALMENTE relativo.

- Mas o que Albert Einstein tem a ver com a tarefa do mês de dezembro? Será que a Priscila ficou maluca? Será que entrei no blog errado? - você deve estar se perguntando. Não, eu não estou maluca e você entrou no blog certo. Então, guarde os ensinamentos de Einstein, porque logo voltaremos a eles.

No mês de dezembro a tarefa era visitar no mínimo 30 pontos turísticos do Rio de Janeiro, usando como referência alguns guias turísticos. A ideia veio do fato lamentável de eu conhecer mais lugares fora do meu país do que na minha própria cidade (e isso não é motivo de orgulho). Para isso, contei com a ajuda de amigos e da minha família, que me acompanharam nos passeios.

Devo dizer que a obrigação de fazer os passeios, por vezes tornou a tarefa um peso bem chato. Eram poucos dias para ir a muitos lugares! Em certos sábados eu só queria ficar de bobeira em casa, assistindo televisão ou lendo um livro dentro do meu quarto, com o ar condicionado no máximo. Mas, não havia essa opção. Em outros momentos, eu devo ter me tornado uma chata para os amigos. "Quer me chamar para ir ao cinema? Ah, não! Tenho uma ideia melhor: que tal ir até Copacabana, dar uma volta, tomar um sorvete, visitar o Forte, ir até Ipanema, passar no Arpoador, depois Leblon e terminar o dia no Mirante???" Não há tempo para cansaço! Não há tempo para preguiça! Não há tempo para reclamar do calor absurdo que está lá fora! #PainInTheAssModeOn

Apesar dos pesares, essa tarefa foi sensacional! Ela me fez tomar uma atitude e conhecer lugares que há muito tempo eu queria conhecer, mas me faltava a motivação para desligar a TV (e o ar condicionado) e sair de casa. E ainda pude aproveitar esses momentos com pessoas importantes pra mim, criando alguns dias realmente inesquecíveis.
Bem, então não perca a conta e vamos ao álbum de fotos dessa odisseia!

1-Árvore de Natal da Lagoa
Em 2013, a árvore completou 18 anos e eu fui vê-la pela primeira vez



Foi uma volta ao mundo para chegar (graças a um atalho oportuno, né, Alexandre?), mas valeu a pena.

Achei incrível a decoração desse ano. Alguns enfeites, como se vê nas fotos ao lado, pareciam sair da árvore... dava um efeito 3D muito legal!








 




2- Confeitaria Colombo
Café da manhã na Confeitaria Colombo




O grupo de turistas entrou e a guia se apressou a apresentar o brigadeiro e disse que quem quisesse poderia experimentar também uma "chicken drop", que foi sua tradução para, adivinhem, coxinha! Boa associação, mas acho que não procede...














3-Theatro Municipal
Fachada, decoração interna, orquestra e teatro

Theatro cheio e lindo com a decoração de Natal
Se o Natal já é uma época mágica por si só, no Theatro Municipal ele se torna inesquecível. E o balé... que perfeição! As roupas, a dança, os cenários... é quase uma "Disney intelectual"!
















 A compra dos ingressos foi pela internet. Já na chegada, você vai até uma mesa onde estão diversos envelopes com um nome em dourado. Um deles continha meus ingressos.
É pra fazer a pessoa se sentir importante mesmo.
O preço??? Bem mais barato do que muito show sem graça por aí. E, com certeza, vale mais a pena.










4 - Teatro Odisseia
Festa Hey You com sucessos da Disney







Sem dúvida, o passeio mais difícil de todos. Não por ter sido chato, mas devido à minha velhice crônica e minha aversão a lugares cheios, saídas noturnas e, principalmente, Lapa.

Mas a festa foi bem divertida. É claro que o tema ajudou. Alguns personagens da Disney estavam lá para "animar" a festa, e a dança com o Stormtrooper foi antológica, né, Andressa??

O melhor de tudo foi eu ter me "obrigado" a fazer uma coisa que eu normalmente não faria. E no fim, ter me divertido. Ah, e ainda fiz uma sauna por tabela (a festa devia ter sido chamada de "Bangu ao meio-dia, se é que você me entende).







5 - Arcos da Lapa
Pena que não dá pra andar naquele bondinho lá em cima...
Os arcos da Lapa são o tipo de lugar pelo qual sempre passamos, mas nunca paramos para olhar...
Fico me perguntando se os parisienses são assim com a torre Eiffel: tão acostumados com a presença dela que nem param mais para admirar.

















6 - Mosteiro de São Bento
Paz e beleza em um só lugar

Acordar cedo às vezes vale a pena. E se o motivo for ir a uma missa no Mosteiro de São Bento, não titubeie: vá!
O lugar é lindo! Todo revestido em madeira entalhada e pintada de dourado, ou seja, parece que a igreja é de ouro!
E tem o canto gregoriano também. Bem, esse me desapontou. Só havia uma pessoa cantando, em vez de um coral. Acho que as pessoas que deveriam cantar estavam de férias... 











 7 - Réveillon em Copacabana
Difícil foi enfrentar a multidão e chegar na praia

 O melhor réveillon do mundo com algumas das pessoas que eu mais amo no mundo.
Alguns fogos desenharam "smiles" no céu. Uma mensagem pra esse ano, que eu espero que seja feliz.















8 - Praia de Ipanema
A tarefa me fez até ir à praia! Milagres acontecem!
O primeiro dia do ano. Começando na bela praia de Ipanema. E teve mate com limão, claro.
Ah, e eu ainda fui a oitava pessoa mais corajosa no mar, certo, Marcelo?











9 - Pão de Açúcar
Turista mesmo!

Lá do alto do Pão de Açúcar a gente entende por que o Rio é chamado de Cidade Maravilhosa. É lindo demais!
A Cidade Maravilhosa aos nossos pés
E ver o por do sol lá em cima é algo inexplicável. Sabe aquelas fotos de cartão postal? Elas são de verdade! Não são montagens!












É quase um sentimento de "I'm the king of the world". Só que ninguém está no Titanic (e infelizmente, o Leonardo Di Caprio não está por perto).
Os amores da minha vida e eu nesse lugar maravilhoso













Turistas de todos os lugares estavam lá em cima. Tinha até uma família de franceses que sabia mais do Rio do que eu. Um deles explicava para os outros o que era o que no meio da paisagem. Fiquei com vergonha de conhecer tão pouco da minha própria cidade - e feliz por ter entendido o que os franceses estavam falando...











10 - Real Gabinete Português de Leitura
Achei a livraria da Bela (A Bela e a Fera)




Parece que as paredes estão pintadas, mas são livros de verdade! Muitos livros, do chão até o teto!
E o mais incrível é que esse lugar de contos de fadas (pra mim uma livraria gigantesca só pode ser parte de um conto de fadas) fica no meio da cidade, no burburinho! Já passei por ali tantas vezes (fica próximo à avenida Passos) e nunca reparei nesse prédio lindo!













11 - Santa Teresa
Restaurante Aprazível: o lugar mais chique em que já comi
Não é apenas um bairro. São as ladeiras, as casas, que parecem de bonecas, e uma vista linda. E ainda tive a sorte de ter a companhia de uma das minhas melhores amigas e de conhecer um restaurante aprazível no nome e nas comidas (a banana flambada com sorvete é algo de outro mundo).












12 - Catedral Metropolitana
Catedral Metropolitana: no coração do Rio








É, eu nunca tinha entrado lá. É uma igreja mais clean, não tem a ostentação de outras igrejas católicas. Tem gente que não gosta. Eu só tive um sentimento: uma gratidão imensa por ser católica. É a paz no coração tumultuado do Rio de Janeiro. E no nosso também.















13 - Candelária
Quantas vezes peguei ônibus ali na frente... finalmente, entrei!
 Não gostei tanto quanto da Catedral Metropolitana, por incrível que pareça. Acho que esperava mais da Candelária, talvez por ser uma igreja famosa. Mas, de qualquer forma, é bem bonita.

















14 - Paço Imperial
Meu desconhecimento sobre a minha cidade é tão grande que eu nem sabia que ali era o Paço Imperial. Fiquei imaginando quantas histórias aquelas paredes testemunharam... Ah, se elas falassem!

















15 - Centro Cultural da Justiça Federal

Não estava nos meus planos visitar o Centro Cultural da Justiça Federal. Mas estava passando por ali, olhei o prédio e pensei: o que é isso? Entrei. E foi um dos lugares mais interessantes que conheci. 
Vi uma exposições com fotos do Sudão e a 1ª bienal internacional de caricaturas. Além disso, lá existe uma exposição permanente com uma linha do tempo da política no Brasil. Você escolhe o ano e assiste a uma breve retrospectiva. Pode ser a minha porção "estudante de direito" falando, mas eu achei sensacional!









16 - CCBB
Não tem nada demais, mas é uma exposição muito divertida

Muita cor, muitas bolinhas e instalações interativas. Isso é o que marca a exposição "Obsessão Infinita". Para mim, um dos dias mais divertidos do mês. Só não teve mais risadas do que fotos, né, Pri?















17 - Centro Cultural da Marinha
Uma manhã diferente com a família
Essa primeira foto me lembra o Porto, não sei por que...
A ideia era fazer o passeio até a Ilha Fiscal, mas em período de férias, os três horários já estavam com lugares esgotados.

Então, decidimos conhecer o Centro Cultural da Marinha. E foi um passeio diferente e divertido.



























Um museu a céu aberto
































18 - Zoológico da Quinta da Boa Vista
Muitos bichinhos fofinhos sob um calor infernal
Ok. Não se compara ao Zoológico de Luján (Argentina), mas passear no zoológico da Quinta da Boa Vista é um passeio que eu não fazia há mais de dez anos. Foi legal ver tantas crianças animadas por ver o leão ou puxando os pais pela mão para ver a girafa ou o jacaré.
E depois a gente cresce e tudo isso fica meio banal. Uma pena.














Muito verde e muito sol
Esse foi um dos poucos passeios que fiz sozinha. Mas ainda assim, ou talvez por esse motivo, foi muito bom. Às vezes ficar sozinha em meio a natureza pode ser tudo de que precisamos.

















19 - Museu Nacional
Dinossauros, borboletas e múmias... um dia no museu

A última vez que eu tinha ido ao Museu Nacional foi há quase 20 anos, com uma excursão da escola. Naquele dia eu decidi que seria paleontóloga, pois queria encontrar dinossauros escondidos por aí. Não preciso nem dizer que essa volta no tempo foi muito divertida pra mim, né?












20 - Forte de Copacabana
Eu me pergunto por que nunca tinha ido lá em cima

Um dos passeios mais surpreendentes do mês. Não imaginava que o Forte de Copacabana fosse tão divertido, que a vista fosse tão linda. Na verdade, não sabia que a gente podia subir e apreciar Copacabana lá do alto, ver o por do sol (mais um)...
















Tirar foto em movimento é difícil, mas nos dá muitas risadas
Às vezes, o lugar é o de menos, o que faz o passeio valer a pena são as companhias. O Forte de Copacabana foi um lugar incrível de se conhecer, mas as risadas nas diversas tentativas de tirar uma foto pulando são os momentos que vão ficar na lembrança. É tão bom quando as pessoas entram na brincadeira!















21 - Caminhar no Calçadão de Copacabana
Escultura na areia e na pedra

E uma das maiores proezas dessa tarefa não foi ME tirar de casa, mas tirar a MINHA MÃE. Não sei nem dizer há quantos anos ela não andava em Copacabana...

O autor desse lindo castelo de areia mora na Baixada, mas todo dia está ali, mostrando seu trabalho, sob o sol escaldante, e ganhando alguns trocados...










22 - Belmonte de Copacabana
Jogando conversa fora e uma empada pra dentro

Eu não estou inventando. O Belmonte de Copa está em um dos guias que eu comprei. Não sabia que era famoso, mas de qualquer forma, nunca tinha ido lá e valeu o passeio.

Ainda pude experimentar uma "empada aberta" de siri, que é o que eu estou comendo na foto. Nunca tinha ouvido falar nisso, mas achei muito boa!













23 - Outeiro da Glória
No alto do morro tem uma igrejinha...



Parece aquelas igrejinhas de cidade pequena. É linda e ainda nos proporciona a vista de uma área com bastante verde na cidade.

















24 - Arco do Teles
Bem vindo ao Rio Antigo

A minha irmã sempre me falava desse lugar. Eu achava que era mais um conjunto de bares na Lapa e dizia que não queria ir. Não é que descobri que é realmente um arco, que esconde vielas charmosas com cara de museu e alguns restaurantes/bares? E ainda abriga a casa onde Carmem Miranda morava aqui no Rio! Adorei!














25 - Mirante do Leblon
Uma vista de tirar o fôlego

E foi assim que acabou a tarefa. Se eu soubesse que era tão fácil chegar ao mirante do Leblon, já tinha ido em uma das minhas caminhadas pela orla.
Uma vista de cinema ao alcance de todos. Um fim de tarde maravilhoso e mais um passeio com a família!
















Se você conseguiu sobreviver a tantas fotos e ainda está lendo este post, deve ter percebido que eu só fui a 25 lugares. Pois é. De acordo com a letra fria da lei, eu não alcancei o meu objetivo, já que deveria ter ido a 30 pontos turísticos. É aqui que entra aquela história da Teoria da Relatividade, lembra? Apesar de eu não ter chegado ao número estipulado, eu visitei mais lugares nesse último mês do que na minha vida toda! Eu me comprometi com a missão proposta, saí de casa, acordei cedo algumas vezes, dormi tarde em outras... E ainda consegui arrastar minha mãe junto para os passeios!

A ideia principal desse blog era promover mudanças na minha vida, não apenas por um mês. Mesmo depois do fim do período dessa missão, eu fui com minha família até o MAC, em Niterói. E também levei minha mãe até a praia da Barra. Coisas que nunca tinham acontecido, ou que não aconteciam há muitos anos, ocupam nossos planos agora. E já tem passeio marcado pro próximo fim de semana! Então, acho que a missão está sendo cumprida a cada dia, com esse novo hábito que ela fez surgir.

Se as regras dizem que não cumpri a missão de dezembro, ok, eu entendo. Mas as circunstâncias mostram que eu não poderia ter sido mais bem sucedida. Então, no fim das contas, é tudo uma questão de ponto de vista. Tudo é relativo, caro Einstein.

#ummesporvez

OBS: em breve vou postar o desafio de Janeiro. É, eu sei que está quase no fim do mês, mas vou fazê-lo por um mês inteiro, a contar da data de publicação. Só adianto que, para mim, vai ser ainda mais desgastante do que esse...