sexta-feira, 18 de abril de 2014

E da luta só vi a Pesagem

A tarefa do mês de Janeiro era a mais assustadora de todas: frequentar lugares indicados por amigos e acompanhada pelos devidos indicadores.
Para mim, isso era muito difícil porque envolvia entrar em lugares cheios e socializar com muitas pessoas diferentes. Apesar de eu ter feito Comunicação Social, isso é comunicação demais para mim.
Acho que se um ambiente tem muitos estímulos - pessoas, luzes, música alta, movimentação -, eu começo a ficar angustiada. Meu cérebro deve processar isso tudo como uma possível Terceira Guerra Mundial e ordena que eu fuja o mais depressa possível. Acho que essa seria a explicação biológica para a incrível vontade que eu sinto de me esconder num local calmo e seguro e esperar que todos vão embora.

O desafio foi sugestão da Andressa, mas nem ela sugeriu um lugar para irmos. Acho que ficou pensando no lugar que poderia ser menos traumático pra mim e não lhe ocorreu nenhuma ideia.

Então, acabei indo apenas a um restaurante onde acontece um baile de forró às segundas-feiras. Foi bem divertido. Fiquei espantada como todos estavam ali realmente para dançar e não para ficar tentando pegar alguém. acho que as "boas intenções" dos frequentadores tornaram a noite mais divertida do que eu imaginava que seria.

O que eu fiz não sei se posso chamar tecnicamente de dança, mas pelo menos foi divertido - pra mim!
Eu só tinha pena de quem dançava comigo. E o parceiro quase nunca se repetia, porque uma vez que alguém entrava em contato com minha profunda habilidade pra dançar forró, não me chamava pra dançar de novo. Por que será?

De qualquer forma, decidi que voltarei com essa mesma tarefa mais a frente. Vamos ver se na próxima vez, as pessoas se animam em me ajudar. Porque desta vez, da minha LUTA contra a aversão a uma vida social agitada eu só vi a PESAGEM...

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